O que considerar ao realizar o dimensionamento do seu ambiente na nuvem?

Em muitas oportunidades que nosso time de vendas é engajado, existe uma urgência do cliente em receber uma proposta de serviços. A pergunta é frequente: “Qual seria o meu investimento neste projeto? ”. O ponto fundamental é que para responder esta pergunta com responsabilidade, uma análise técnica detalhada precisa ser realizada pelo nosso time técnico.

O time técnico, por sua vez, para definir (ou validar) a arquitetura e realizar o dimensionamento, precisa de informações do ambiente do cliente. Dai a necessidade de coleta de informações, ou como popularmente é chamado em inglês, do “assessment”.

Este processo, trabalhoso em alguns casos, é fundamental para que a proposta de serviços seja assertiva e não simplesmente um “chute”. O ponto é que nem sempre o cliente entende a real necessidade da coleta destas informações, por isso gostaríamos de esclarecer neste artigo, a razão de algumas delas.

#1 Detalhe todos os recursos de infraestrutura

O primeiro ponto fundamental é, evidentemente, não esquecer de nada. É preciso documentar no processo todos os servidores, storages e serviços utilizados. Quanto mais informações a respeito da infraestrutura, melhor. Detalhe, por exemplo, se são máquinas físicas ou virtuais, qual o hypervisor utilizado etc. Tudo isso é relevante para o arquiteto de soluções entender e modelar o ambiente para nuvem.

#2 Detalhe o sistema operacional

Nem todo sistema operacional pode rodar na nuvem. Existem limitações com versões legadas, então é preciso avaliar se será necessária uma atualização de versão do SO do servidor. Além disso, na nuvem o custo de licenciamento de sistema operacional está incluso no custo da máquina virtual. Por isso, é relevante por exemplo documentar se o servidor está rodando Debian ou RedHat, por exemplo.

#3 Analise a real utilização de recursos

Esta é uma questão fundamental e, possivelmente, a menos compreendida pelos clientes. Muitos deles encaminham a quantidade de processadores e memória disponível em determinado servidor, e esperam ter aqueles mesmos recursos na nuvem. Acontece que a ideia da nuvem é que você pague por aquilo que consume, e que consuma aquilo que realmente precisa.

Nesta linha de raciocínio, se um servidor tem 16 cores de processamento, sendo a média de utilização é de 20%, o cliente não precisa de 16 cores, e sim 4, no máximo. Na precificação da nuvem consideraremos uma máquina virtual com 4 cores, porque é exatamente isso que o cliente precisa naquele momento.

Caso a demanda de recursos aumente, podemos aumentar o tamanho do servidor para 8 ou 16 cores no futuro, mas não é uma demanda imediata.

O mesmo raciocínio deve ser usado para storages. Neste caso o que importa não é o total de IOPS que o storage é capaz de fazer, mas quantos IOPS são consumidos pelos servidores, na prática.

Desta forma, é possível ter um dimensionamento justo na nuvem.

#4 Pense em quantas horas você precisa dos recursos por semana

Esta é outra questão importante: na nuvem os recursos não precisam ficar ligados o tempo todo. Como você paga por hora, deve pensar por hora. Só este item pode render uma economia expressiva na precificação na nuvem.

Ambientes de desenvolvimento ou homologação são os primeiros candidatos a esta análise. Muitas vezes são utilizados somente em horário comercial, e não precisam rodar 24×7.

Outro ponto importante é a utilização de recursos de escalabilidade para atender oscilações de demanda durante o dia. Se, por exemplo, um portal web precisa de 20 servidores durante o dia, talvez consiga suportar a demanda noturna com muito menos do que isso. É preciso considerar estes fatores no planejamento.

#5 Analise a possibilidade de reutilizar licenças de Banco de Dados

O custo de licenciamento pode, em muitos casos, ser um fator impactante na precificação de ambientes na nuvem. Por isso, sempre que possível, é interessante avaliar se é possível utilizar licenças já existentes dentro da nuvem. Um caso comum são os bancos de dados, como Oracle ou Microsoft SQL Server. A nuvem pode oferecer estas licenças, mas se o cliente já as tiver comprado e com possibilidade de reutilizá-las na nuvem, tanto melhor.

Para ter certeza de que você pode reutilizar as licenças na nuvem, consulte o contrato de licenciamento com seu fornecedor.

#6 Entenda quais servidores podem ser substituídos por serviços

Existe uma imensa gama de serviços gerenciados na nuvem. É quase sempre mais interessante preferi-los ao invés de utilizar servidores para suportá-los.

Um caso típico é a migração de servidores DNS para nuvem. São serviços extremamente simples, porém críticos. Os Cloud Providers normalmente já os entregam com disponibilidade, confiabilidade e segurança. Ao invés de ter servidores complexos para gerenciar, por alguns poucos dólares é possível hospedar seus DNS’s no Cloud Provider.

Até a próxima

Um abraço.

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